Após quase quatro meses, estou de volta a este polêmico assunto e vos digo que em nada melhorou o nosso trânsito. Apenas agora no final de dezembro e neste maravilhoso mês de janeiro onde todos estão de férias, o trânsito esteve calmo. Esse longo período para voltar a escrever sobre este assunto foi bom (apesar de longo), mas foi onde refleti bastante sobre o tema, pois conheci outras cidades e viajei um bocado.

Bom inicialmente eu acreditava que a solução seria motocicleta, mas não é bem assim. Nos últimos três meses viajei bastante para Caruaru. Morei lá há cinco anos atrás e na época já havia bastante moto, mas era algo “equilibrado”. Hoje vaga para estacionar o carro no centro, praticamente não existe. As ruas da cidade estão tomadas pelas motocicletas. Em uma das minhas andanças por lá, vi duas motocicletas se acidentando porque um tocou o outro. Pensam que foi só dessa vez? Já vi mais dois…

Se eu detestava o trânsito do Recife, passei a “aceita-lo”. Em Caruaru os carros fazem sempre fila dupla, as pessoas passando na rua param para conversar com os “conhecidos” que estão a passar por lá também. Imagina isso aqui em Recife?!

Voltando a cidade do Recife, havia comentando certa vez existiam várias maneiras de desafogar o trânsito. Minha primeira idéia era um corredor de ônibus suspenso sobre o canal da Agamenon, assim desafogaria o tráfego de veículos particulares. Semana passada li no JC, que a PCR estava estudando uma proposta destas, e que já havia uma empresa de Curitiba fazendo o projeto, observando os detalhes para evitar a catastrofe ocorrida da av. Conde da Boa Vista.

Este seria o primeiro passo, investimento no transporte coletivo e eficiente. Evitar o que aconteceu na Boa Vista e tentar reestrutura aquela bagunça onde nem de moto dá para realizar ultrapassagens. O METROREC, é uma verdadeira vergonha. Até onde sei opera no vermelho e não há investimentos. Se tivessemos um sistema metroviário eficiente e seguro feito na cidade de São Paulo, não teriamos tanta necessidade de andar de carro. Vale a ressalva de que aqui não temos Metrô, mas sim Trem. Imaginem se tivessemos Metrô por toda a RMR? Seria uma mão na roda.

Para completar agora voltando ao trânsito de veículos particulares e motocicletas, realmente precisamos aprender bastante. Temos condutores muito mal acostumados e mal educados ao volante. Sinal vermelho e ninguém dá a vez para que você saia do prédio ou estacionamento onde estiver, todos sempre apressados.

Então para finalizar, vou expor logo as minhas conclusões:

1) Ciclistas: Foi a maior confusão no primeiro post porque algumas pessoas entenderam que eu “generalisei” a questão dos ciclistas irresponsáveis no trânsito, mas não foi isso. Só acho que as pessoas que precisam e utilizam a bicicleta como meio de transporte para o seu dia a dia, devem ser mais responsáveis e obedecerem as regras de trânsito, pois segundo o código nacional de trânsito uma bicicleta é um veículo de propulsão humama, logo deve respeitar as leis.

2) Motociclistas: Sim é um excelente meio de transporte hoje em dia, embora bastante arriscado. Se queremos ser respeitados no trânsito, devemos primeiro respeita-lo. Mas é claro que também precisamos que os outros condutores também nos respeite.

3) Motoristas de ônibus e caminhões: Esses são de lua. Só Deus sabe quando eles estão pacientes ou educados. Precisam de uma bela aula e um bom trabalho de conscientização de leis de trânsito para que respeitem. Geralmente por estarem em veículos maiores andam sem sinalizar para onde vão, colocam por cima de carros e motos e não estão nem aí. Mas isso não se aplica a todos, toda regra tem sua excessão.

4) Transporte coletivo eficiente: Segurança nos ônibus e metro, veículos devidamente climatizados e limpos, seriam um bom começo, além é claro de um itinerário eficiente para transporte de passageiros. Hoje temos vários ônibus velhos, trens ultrapassados e desgastados e não climatizados. Claro que algumas linhas tem climatização e ônibus novo, mas depende da localidade.

5) Conscientização geral: Nossa querida fábrica de multas, denominada DETRAN, deveria gastar menos em publicidade propriamente dita e gastar mais em campanhas duradouras de conscientização.

Por fim, fico por aqui, pois não estou muito inspirado hoje.