Arquivo do mês: 12/2008

Depois da famosa lei seca, meus fins de semana jamais foram os mesmos. Eu que tinha o hábito de dar uma saída, tomar uns chopps e jogar conversa fora, agora penso 10x antes de sair de casa. O fato é que a lei foi bastante rigorosa, mas será que havia necessidade de tal coisa? Sempre saí, tomei minha cerveja na paz, e cheguei em casa sem “stress“. Tudo bem, não é o melhor exemplo a se dar, mas o fato é que a Lei seca reduziu até o presente momento muito pouco os acidentes, sem contar que nem sempre o fato de estar dirigindo sobre o efeito de bebida é o motivo do acidente, vamos a um exemplo bem simples ocorrido recentemente aqui em Recife.

Um jovem de 21 anos ganhou uma Frontier do pai, foi com os amigos para a farra, na volta em um cruzamento cujo sinal estava aberto, um carro (Palio) avançou o sinal vermelho (carro dirigido por uma pessoa que não havia bebido e que não possuía carteira nacional de habilitação [ cnh ]) e deu-se a merda.

Resultado do acidente: Uma vítima fatal (ocupante do Palio), o jovem que dirigia a pick up passou uma semana preso porque estava dirigindo alcoolizado e seria o suspeito de causar o acidente; salve-salve as cameras de segurança que provaram o contrário. O fato é que segundo a perícia mesmo que não houvesse bebido o acidente seria inevitável naquela situação.

Lei seca reduz violência?

Lei seca reduz violência?

Aí encontramos o “X” da questão: Imprudência. Essa questão sim, é a grande causadora de acidentes. Toda semana passo dois dias trabalhando em Caruaru sempre vou e volto no meu carro e várias vezes lá estou eu viajando a 140 km/h fazendo a ultrapassagem de um caminhão por exemplo quando olho no retrovisor está um carro cortando luz pedindo para que eu saia da frente, então penso: “Nossa, estou a 140 km/h, bem acima do limite da rodovia e estou atrapalhando alguém?!”

Tudo bem, a estabilidade dos veículos de hoje é fantástica, 140 km/h em meu Clio parece que estava a 80 km/h no meu antigo carro, um Corsa. Gosto de correr, mas sei o limite, normalmente viajo a uma velocidade média de 100~110 km/h porém nas retas, gostamos de testar nossos carros não é verdade? ;-) (“Crianças não façam isso em casa”).

Falando agora de um modo geral, o trânsito em nossa região (Nordeste), parece ser bastante tranquilo, podemos ver isso nos números que geralmente saem após as épocas festivas. Sempre há aumento no número de acidente nas regiões, sul, sudeste e centro-oeste. E todos causados por imprudência.

E voltando ao assunto da lei seca, eu a renomearia para lei da tristeza. Sábado a noite foi para o baile de formatura de minha namorada e não bebi, pois não tinha um “amigo da vez” para dirigir meu carro. Então fiquei na água mineral e no refrigerante. Várias pessoas da mesa também não beberam pelo mesmo motivo e o fato é que foi detestável as 3:30 da madrugada no bom da festa sentir sono e não estar na mesma empolgação da formanda e ainda seco p/tomar uma cerveja gelada p/matar o calor. Sem falar de ter que aguentar o bando de bebados dentro do meu carro depois da festa.

Bom resumindo, para evitar confusão tenho feito o meu papel de “Cordeirinho” de uma lei a qual a “democracia em que vivemos aprovou”, e que até o presente momento em minha vida só tem causado tédio nos fins de semana.

Conclusão bem-humorada:

Quem não bebe vive menos:

1) Menos festeiro;
2) Menos alegre;
3) Menos feliz;
4) Menos paciente;
5) Menos jovem;
6) Menos humorado;

Os táxistas é quem mais estão lucrando com essa história.

Conclusão real: Se for beber não dirija, pois se tiver a “sorte” de ser parado em blitz poderá perder a carteira, pagará multa e em caso extremo de se envolver em acidente de trânsito, poderá ir preso até que se prove o contrário.

PS: Neste fim de ano a aplicação da lei estará mais rigorosa, portanto tomem mais cuidado ao sairem.

Abraços e boas festas

Então é Natal…

Todos os anos, (há 2008 anos pelo menos), a nossa civilização comemora o Natal. Mas afinal, o que é o Natal? Lembro dos tempos de criança, onde o Natal para mim tinha mais sentido, contava os dias do ano para a chegada do tal Natal. Eu sabia que nesta data comemoravamos o nascimento do Cristo, e nesta data também, o bom velhinho vulgarmente chamado de “Papai Noel” passava em todas as casas do planeta deixando milhares de presentes para as criancinhas que foram “bem comportadas e tiraram boas notas durante o ano”.

Bom enquanto criança eu pensava: “Nossa, como o ‘Papai Noel’ sabe todos os endereços e tem acesso a todos os boletins escolares do planeta? Mas e as criancinhas pobres que moram na rua, por quê elas não recebem presentes? Será que foram más durante o ano?!”

Então, os anos foram se passando e o Natal foi se tornando algo muito pessoal para mim e muito família, lógicamente, porque eu havia atingido a maturidade, mas será que foi só por isso? Domingo passado fui a missa e ouvi o bispo falando sobre o Natal, aquilo foi simplesmente fantástico para mim. Nunca havia ouvido uma autoridade religiosa falar daquela maneira.

Presépio

Presépio

Vou abreviar o que o bispo falou:

“O que é o Natal no mundo de hoje? São aqueles preços baixos e promoções que aparecem na TV para que possamos presentear nossos amigos, parentes e filhos? E as crianças de hoje, sabem realmente o significado do Natal? Outro dia fui convidado para uma ceia na casa de um casal de amigos, chegando lá me deparei com uma bela decoração, cheia de ‘Papais Noel’, luzes e árvores de natal e tudo mais que se utiliza em decoração natalina. Então alguém da família me perguntou:

- Então Sr Bispo, o que achou de nossa decoração?

Simplesmente respondi:

- Está horrível! Papai Noel é uma invenção do Diabo! Vocês não deveriam iludir as crianças dizendo que o Natal é a época em que Papai Noel distribui presentes no mundo inteiro. Suas crianças sabem o verdadeiro sentido do Natal? Já falaram para elas que nele comemoramos o nascimento do Nosso senhor Jesus Cristo, o Nosso Salvador?

Simplesmente todos na casa ficaram de queixo caído.”

Bom, isso foi o de menos que ouvi por lá, mas me fez pensar bastante. Todos os anos desde que nasci até hoje, ninguém nunca chegava para falar sobre religião no Natal, claro que havia a oração antes da ceia, mas depois era só comes e bebes e muita bebedeira, ou seja, o Natal deixou de ser uma comemoração e passou a ser uma simples “Tradição comemorada em família”. Claro que não vamos generalizar, mas estou falando de algo que realmente acontece. Quando eu era mais jovem lembro que as decorações começavam a ser colocadas nas lojas no mês de dezembro ou um pouco antes no final de novembro. Hoje temos lojas que no final de outubro já estão com o clima natalino por todos os lados (não o clima do Natal em si, mas de forma a chamar a atenção dos consumidores claro).

Esta data andava um pouco meio sem sentido para mim, achava algo muito pessoal e “chato”, pois todo ano todo mundo comemorava do mesmo jeito, mas esse ano pelo menos ganhou um sentido diferente. Pretendo fazer um Natal bem melhor e bastante diferente em 2009. Há sim e sem o “Papai Noel” é claro! =P (Aproveitando aqui para tascar um pouco mais de pimenta, quando meu irmão estava com uns 3 anos ensinei a ele que o “Papai Noel” era veado e corno [ ehehhehehehe ], pois andava com um monte de “bambis” puxando o trenó e só trabalhava com um bando de anõezinhos. Minha mãe ficava irada comigo, mas fazer o que né?! =P)

Fica aqui os meus votos de Feliz Natal no bom e verdadeiro sentido da Festa, e de Boas Festas e um Feliz e Excelente 2009 a todos(as)!

PS: Não concordo em 100% com a opnião radical do bispo! Rsssss ;-)

Primeiramente vou começar explicando a origem do termo “freelancer” segundo a Wikipedia:

“Freelancer é o termo inglês para denominar o profissional autônomo, que se auto-emprega em diferentes empresas ou, ainda, guia seus trabalhos por projetos, captando e atendendo seus clientes de forma independente. É uma tendência muito em voga no mercado de jornalismo, design, propaganda, web, tecnologia da informação, música e muitos outros.”

Resumindo, freelancer é um profissional autônomo que presta serviços para uma ou várias empresas. Existe um outro termo muito comum aqui no Brasil, o chamdo “Freela” (leia Frila), que é o famoso trabalho freelancer, aquele que apareceu para ser feito quando você menos esperava e gerou uma “graninha” extra. Neste meio existem vantagens e desvantagens.

Vou enumerar primeiramente algumas “desvantagens”:

  • Nâo tem garantias financeiras;
  • Aposentadoria: se não fizer um plano de aposentadoria privada ou se não trabalhar emitindo notas, nem pensar;
  • Tanto faz estar empregado hoje como não ter nada amanhã;
  • Tanto faz ganhar muito dinheiro hoje, quanto passar alguns meses sem ganhar;
  • Não tem férias;
  • Não tem 13º salário*;
  • Se tirar uma folga, pode ser que quando voltar tenha outro em seu lugar;
  • Os tomadores do serviço “geralmente” o vêem como um cara que está sempre disponível independente de dia e hora;
  • Não tem direitos trabalhistas;

Agora vou falar algumas “vantagens”:

  • Não tem problemas com cartão de ponto;
  • Você faz o seu horário;
  • Você faz o seu salário;
  • Pode criar um bom networking profissional e pessoal;
  • Pode esporadicamente dar uma “fugidinha” durante o horário comercial;
  • Pode trabalhar com vários “produtos” simultâneamente (enriquecendo assim o seu conhecimento);
  • Pode trabalhar a qualquer hora de qualquer lugar;
  • Nem sempre precisa estar presente no cliente, podendo fazer o trabalho remotamente;
  • Possibilidade de obter lucros bem maiores do que sendo empregado;

Você pode escolher onde quer trabalhar.

Você pode escolher onde quer trabalhar.

Já fui prestador de serviço, depois fui empregado e hoje novamente sou profissional autônomo. Posso dizer que eu sou o meu chefe. Mas honestamente, nem sempre isso é verdade. Geralmente seu cliente é o seu chefe. Aliás, não é um chefe e sim um cliente, pois ele está te pagando para que você faça o seu trabalho de forma a render bons frutos para o contratante.

Ser freelancer não é fácil. Exige paciência, requer bom conhecimento em várias áreas, requer saber trabalhar em grupo,  ter facilidade de se expressar e se comunicar, além de que requer muita disciplina para não acabar ficando obsoleto ou até mesmo preguiçoso. Sim preguiçoso, essa é a parte que você tem que ter mais cuidado quando está fazendo um freela. Nunca podemos pensar: “Ah, isso é coisa boba, eu faço rapidinho, vou deixar para depois…”, já dizia o ditado (se não me falha a memória é do Santo Expedito): “Nunca deixe para amanhã o que pode ser feito hoje”. Pois podemos ir empurrando com a barriga, mas sempre tem alguém precisando dessa “coisinha boba”.

Um outro fator importante é: “Trabalho bem feito é trabalho sempre recomendado e reconhecido”. Escutei esta frase de um cliente que era gerente de tecnologia de uma empresa para a qual presto serviços e foi assumir a gerencia de outra empresa. Alguns meses depois recebi a ligação dele me convidando para fazer negócios com a nova empresa. É importante assumir responsabilidade e compromisso com o contratante de forma a mostrar o seu profissionalismo.

Ter um bom networking e estar sempre mostrando seu trabalho para sua rede de relacionamentos pessoais e profissionais, pois sempre há uma boa indicação. Posso dizer que sou uma pessoa de sorte, pois graças a nosso bom Deus, nunca me faltou trabalho. Estou sempre sendo indicado por amigos e empresas para realização de trabalho nas áreas de servidores e desenvolvimento web. Apenas tome cuidado para não parecer que está querendo “aparecer de mais”, pois tudo em excesso pode ser prejudicial.

Bom, vou parando por aqui nas próximas semanas estarei retomando esse assunto fazendo a “Parte 2″ do artigo.