O trânsito é sempre um grande problema em cidade grade. Em Recife não é nada diferente. A cada dia que se passa o trânsito está cada vez mais caótico e mais veículos são “injetados” em nossas ruas. Há quem diga que um dia vamos todos sair de casa e não conseguiremos andar com nossos carros. Hoje vou contar algunas experiências e coisas que aprendi no trânsito.
Andando de carro…
Gasolina não anda nada barato e por sinal nunca mais baixou de preço (pelo menos não subiu mais). R$ 2,59 é a média de preço por litro em Recife. Meu gasto mensal com combustível variava entre R$ 400,00 e R$ 450,00 por mês. Isso porquê rodo diáriamente cerca de 60km entre os trajetos de casa e trabalho (ida e volta, sem contar com os dias atípicos onde tenho que fazer outros trajetos) e ainda existem os engarrafamentos que consomem bastante combustível.
Trânsito parado, hora passando, sinais e sinais de trânsito abrindo e fechando e você andando tão devagar quanto uma tartaruga. Claro que isso vai depender do horário também. O fato é que andar de carro começou se tornar um problema para mim. De manhã trabalho em uma cidade e a tarde em outra. No horário de almoço então quase sempre tinha que “engolir a comida” para chegar a tempo; outra grande barreira são as péssimas condições de nossas vias de trânsito. Troquei de carro há cerca de 1 ano e 6 meses, a suspensão do carro estava nova, sem um barulho, hoje está a maior batedeira, o último orçamento que fiz estava em R$ 1.200,00 para consertar, em suma o carro começou a custar caro para meu dia-a-dia e ainda estava me fazendo perder tempo.
Nada contra carros, muito pelo contrário, como todo bom brasileiro, eu amo meu carro e nada se compara ao conforto de andar no carro, com os vidros fechados e o ar-condicionado ligado, mas eu precisava resolver meu problema de custo/benefício. Ai decidi comprar uma motocicleta.
A Moto…
Comprei uma Honda Biz 125 KS, faz 45Km/L. A moto é bem simples de utilizar e pilotar. Começou fazer diferença logo na primeira semana. Enquanto para encher o tanque do Renault Clio custava em média R$ 120,00, o da Biz custa R$ 10,00 (quando vazio!), como podem ver a economia é grande, se eu passar o mês inteiro só rodando na moto gasto R$ 50,00 de combustível no máximo. No horário de almoço onde eu levava em média 45min p/chegar em casa, de moto levo pouco mais de 15min. Isso ocorre devido o famoso corredor que fica entre os carros (e pensar que eu odiava os motoqueiros me cortando no trânsito, hoje eu entendo o motivo). Enquanto os carros estão parados ou trânsitando a baixa velocidade em fila indiana, na moto saio cortando todos eles (com responsabilidade claro) e sempre ganho vários minutos.
Mas nem tudo são flores… diáriamente vários sustos podem ocorrer. O meu primeiro grande susto foi numa fila de carros parados, minha mão enganchou no acelerador da moto (a biz não tem embreagem), subi uma cançada e bati de lado em um muro (meu corpo bateu mas a moto não). Sorte minha que não haviam pedestres na calçada. O segundo grande susto foi na Av. Eng. Domingos Ferreira, quando um motorista desatencioso apressado avançou um sinal que eu passara no amarelo e bateu no pneu traseiro de minha moto me impulsionando para frente, sorte minha que na hora “aquela voz” no ouvido falou: “Acelera senão tu cai”. Dito e feito acelerei e não perdi o equilibrio e p/finalizar a parte dos sustos, o terceiro e último ocorrido em 10 meses de moto foi em Olinda, quando um ônibus trancou um carro e esse no impulso de se livrar do ônibus jogou o veículo para a esquerda sem olhar o retrovisor, eu estava na moto do lado do carro desviei mas ainda bati com o pneu dianteiro em um cavalete da delegacia, porém não caí, foi só o grande susto mesmo (graças a Deus). Sem falar dos outros sustos menores como carros que resolvem mudar de faixa sem olhar retrovisor, ciclistas na contra-mão quando você menos esperam ou ainda ciclistas que acham que podem passar em qualquer buraco (ciclista em trânsito é em geral muito irresponsável).
Bom para não extender muito, hoje pela manhã quando fui deixar Carol no trabalho, fui observando a quantidade de motos, e vi que o número aumentou bastante do começo do ano para cá. Então pensei:
“Motocicletas estão se tornando cada vez mais comum no trânsito do grande Recife. Acho que as pessoas estão observando que está se tornando mais prático e rápido andar de moto. Sem falar que as motos poluem menos que os carros.”
Com isso finalizo aqui esta primeira parte do meu pensamento ainda não com opnião formada e fechada sobre o assunto, mas acredito que uma das soluções para o trânsito é a utilização de motocicletas, mas claro que com responsabilidade. No próximo post falarei sobre segurança na pilotagem de motos e as vias de trânsito e o que poderia ser feito para melhoria delas.