Arquivo da categoria: ‘ Profissional

Fim de semana chegando…

Bom faz muito tempo que não posto nada aqui, mas realmente estou com um sério problema de horários. Estou com muitas pendencias acumuladas de trabalho, faculdade e vida pessoal. Para quem ainda não sabe, retomei os estudos, agora fora da área de T.I. em uma aventura a qual estou me identificando bastante: Gestão de Negócios. O curso é bem objetivo, dura apenas dois anos e é bastante corrido (e como é…). Estou me identificando bastante, aprendendo muito sobre mercado, produtos e visão empreendedora, sem falar da parte de marketing.

Um outro ponto positivo, é que estou fazendo novos contatos e amigos, que não são da área de T.I. porém que já tem grande experiência em outros mercados. Os professores também tem um tratamento diferenciado com o aluno, exigem muito mais do que em outros cursos, devido a grande dinâmica que o curso exige.

Segunda-feira, já começam minhas provas, será uma semana puxada.

No final das contas, essa graduação de dois anos é reconhecida como curso superior (técnico) pelo MEC, e é muito melhor do que não estar fazendo nada.

Bom, é isso, um abraço a todos e ótimo fim de semana.

Você sabe dizer não?

Quem de nós nunca disse um “sim” só para agradar a pessoa solicitante? O dificil hábito de dizer “não” nas horas certas, sempre gera problemas para quem nos pediu algo e para nós que afirmamos poder realizar o pedido. Eu sou uma dessas pessoas que tem certa dificuldade de dizer um “não” na hora certa, tenho me policiado mais nessa questão pois estava absorvendo pendências desnecessárias para o meu dia-a-dia.

O Efetividade.net postou este excelente artigo que ajuda a repensar bem antes de dizer “sim” ou “não”. Recomendo a leitura!

Dando continuidade, após pouco mais de 4 meses quando escrevi a primeira parte desta série, venho novamente postar sobre o assunto. Não sei se fecharei aqui a idéia, mas ao longo destes 4 meses minha vida de freelancer mudou bastante graças a tão falada “crise mundial”.

Malabarismo

Quando iniciei este assunto aqui no blog, eu estava numa situação financeira confortável para um freelancer, aliás bastante confortável. Porém, no decorrer de dezembro e do mês de janeiro as coisas mudaram bastante. O suficiente para que eu parasse para repensar alguns pontos de minha vida pessoal/profissional e também sobre a relação contratante/contratado quando o assunto é prestação de serviços.

Para os que ainda não sabem, trabalho com administração e gestão de redes. Sempre focado em infra-estrutura de T.I. Esta área é pouco conhecida e bastante carente em todo o Nordeste, devido a falta de grandes empresas e até mesmo de investimentos por parte das empresas locais em seu setor de T.I. E desde que essa recessão começou as empresas diminuiram ainda mais os investimentos em tecnologia da informação, reduzindo seus custos com equipamentos, serviços e até mesmo realizando cortes de funcionários.

Para mim não foi diferente. As empresas que mantinham contrato comigo, optaram por reduzir a carga horária, algumas outras optaram por me pagar apenas pelas horas trabalhadas (propondo também um custo baixo nas horas). O resultado final foi uma queda nas finanças em torno de 50% dentro de 1 mês. Isso me fez repensar muita coisa, a primeira coisa que repensei foi a forma como eu vinha mantendo meu networking, a segunda coisa que repensei foi a relação de importância de meu trabalho dentro das instituições na visão delas, a terceira coisa foi a forma como eu vinha gerindo minhas finanças e por último mas não menos importante (talvez a mais importante) como andava minha formação acadêmica.

Há um tempo eu não vinha tendo tempo de comparecer em eventos de software livre e até mesmo outros eventos da área de tecnologia, devido eu estar sempre “me matando para apagar os incêndios dos meus clientes”, acho que eu havia me transformado em um bombeiro. Esse fato fez com que eu ficasse um pouco afastado de meu networking, este que vinha apenas mantendo com algumas poucas conversas via internet ou quando por acaso encontrava os conhecidos em algum lugar. Isso na hora da crise fez muita falta. Pois eu estava desatualizado com os meus contatos, muitos deles haviam mudado de emprego, houve casos em que mudou até de profissão. O fato é que a grande maioria tinha uma imagem muito diferente de minha vida profissional. Acreditavam que eu tinha grande estabilidade.

Então, definitivamente aprendi a importância de se reciclar e manter o networking atualizado, manter também um bom ciclo de amizades profissionais e pessoais, procurando sempre manter o contato.

O segundo ponto, sobre a importância do meu trabalho dentro das instituições, cheguei a conclusão de que o nordeste está longe de ser um polo na área de infra estrutura de tecnologia. Quando fui buscar oportunidades na internet, os bons empregos e serviços para administradores de redes, estão sempre lá em baixo do mapa, no sul e sudeste. Aqui a profissão ainda não tem muita importância, as empresas preferem pagar (chorando) por um serviço e depois só chamar na hora do incêndio para apagar. O profissional de T.I. anda muito desvalorizado por aqui, porém isso não é geral, claro que toda regra tem suas exceções.

Um fato comum, é quando empresas cortam os nossos serviços alegando que não são necessários para a manutenção preventiva. Um grande erro na minha opnião. Dois clientes que optaram por reduzir minha carga horária viram o problema ocorrer na prática. A velha história da falta de manutenção que gera um prejuízo de tempo (e até mesmo financeiro) grande na hora da correção.

O terceiro ponto, a forma como estava gerindo minhas finanças. Esse sim foi um ponto crítico. Eu não estava fazendo capital de giro (e eu que sempre recomendo a todos que o faça…), estava reinvestindo 100% do que eu ganhava em pró de meu conforto, boa aparência, boas condições e ferramentas de trabalho. Resultado: na hora em que “a casa caiu” as finanças andavam bem apertadas, o que me colocou contra a parede e me fez cortar custos até de onde não tinha como. Foi um golpe duro, confesso que até agora ainda não estou 100%, mas digamos que eu já estou 65%.

De ontem em diante, aprendi a guardar, ter paciência e só investir quando tiver condições reais de manter prevendo possíveis problemas financeiros.

O último ponto: Minha formação acadêmica que anda parada. Preciso retomar minha faculdade, pois não adianta apenas viver de apagar incêndios. Uma hora vou precisar de estabilidade e uma boa formação me ajudará a conseguir isto. Estou falando de retomar a faculdade na área de tecnologia mesmo. Pretendo fazer um curso superior de gestão de tecnologia da informação. Este curso é novo e visa formar um profissional com visão empreendedora e que entenda de tecnologia, mas focado na gestão do negócio.

Percebi isso nos anuncios de trabalho na internet, muitas empresas hoje não querem mais prestadores de serviços e além de exigir bastante conhecimento na hora de contratar, ter um diploma está cada vez mais se tornando um item de necessidade (até mesmo para concursos).

Bom, quanto aos clientes que propuseram redução de horas e financeira, bom estes eu propus que me ligassem apenas quando tivessem problemas. Prefiro que me paguem para apagar um incêndio (sei avaliar o custo beneficio para eles ;-) ), do que ficar recebendo um valor abaixo do cobrado pelo mercado (ajudando assim a prostituição do mercado), e ter que estar sempre dando satisfação ou recebendo ligações para resolver problemas bobos me fazendo perder muito tempo e ser subutilizado.

Finalmente, a vida de freelancer não é fácil! Requer muito malabarismo, paciência, inteligência, visão empreendedora e muita diplomacia. E como sempre, recomendo a todos que valorizem o seu trabalho, pois cada um de nós sabemos o quanto foi custoso adquirir o conhecimento a prática e a experiência em nossa área de atuação.

Se vou desistir da estrada? Certamente não… mas vou buscar cada vez mais estabilidade.

Hoje fui colocar no dotLinux um banner de propaganda do FISL. Nada de mais, uma coisa rotineira, na minha opnião, ou pelo menos deveria ser. Desde que mudei o template do blog para o “MixedMedia”, não havia visitado o blog sem estar logado como administrador. E para a minha surpresa, ao incluir o banner e visitar o blog e clicar em qualquer matéria, o menu lateral ia lá para baixo e ficava uma bagunça só.

A principio imaginei que o problema estava no código HTML que fiz para o banner, removi e o erro persistia, então a primeira hipotese caiu por terra. Foi aí que comecei pensar se não era falha no template. Poootz, para que fui inventar de corrigir?

Realmente a falha estava lá no template, se tratava de XHTML mal construído, sem seguir os padrões da tia W3C, Havia erros no CSS, XHTML, tags que abriam e só fechavam se o usuário estivesse conectado (ou seja, visitantes estavam vendo o site com falha e eu nem sabia). O mais curioso é que aqui no “Fábrica de Idéias” utilizo o mesmo template, apenas com algumas modificações e até agora não percebi o erro, embora que assim que tiver tempo vou aplicar as correções.

Continuando o objetivo deste post, venho aqui fazer o meu trablaho de “Evangelização” dos padrões Web. Recomendo a todos os desenvolvedores de sites, blogs e templates que sigam os padrões, pois isto é importante para que seu site seja bem visto em qualquer navegador web. A W3C, entidade que criou a World Wide Web (WWW), é quem cria os padrões e podemos encontrar no site deles várias ferramentas que ajudam a realizar testes em nossos códigos. Seguindo padrões você vai estar livre daquelas piadinhas do tipo “Que programa é esse que só funciona em determinado navegador?” ou ainda “Programador meia-boca! Faz as coisas que só funcionam com um determinado aplicativo!”.

Outra coisa muito importante é a identação do código. No caso deste template, como foi desenvolvido tendo o DreamWeaver como base, o código gerado por baixo da interface gráfica estava uma droga. Muita tag misturada, sem ter nada informando onde ela abria ou fechava. Outra coisa, a parte de programação do template, que estava mal identada e fechando os códigos antes do fechamento de tags. Tenha muito cuidado quando for criar seus códigos, deixe-os bonitos, elegantes para que você mesmo não se perca mais adiante (alguns meses ou anos depois quando precisar voltar a modificar o código) e para que futuros desenvolvedores que venham a ter acesso ao seu código não comentem ou pensem “Que programador mais desorganizado!”.

Sei que ao todo foram pouco mais de 3h corrigindo as falhas do template, mas ao final do trabalho ele está compativel com XHTML e CSS da W3C. Então, valeu a pena o meu trabalho!

Já peguei e continuo pegando muito código mal formatado, mal elaborado e até mesmo falhos. Porém já vi muito código bonito, elegante, bem formatado e que me ensinaram bastante. Ainda bem que o template deste blog e do dotLinux tinha o fonte disponível, já imaginou se eu não pudesse modificar? Aí já é uma outra história que vou abordar no próximo post.

Um abraço a tod@s e bom trabalho!

Primeiramente vou começar explicando a origem do termo “freelancer” segundo a Wikipedia:

“Freelancer é o termo inglês para denominar o profissional autônomo, que se auto-emprega em diferentes empresas ou, ainda, guia seus trabalhos por projetos, captando e atendendo seus clientes de forma independente. É uma tendência muito em voga no mercado de jornalismo, design, propaganda, web, tecnologia da informação, música e muitos outros.”

Resumindo, freelancer é um profissional autônomo que presta serviços para uma ou várias empresas. Existe um outro termo muito comum aqui no Brasil, o chamdo “Freela” (leia Frila), que é o famoso trabalho freelancer, aquele que apareceu para ser feito quando você menos esperava e gerou uma “graninha” extra. Neste meio existem vantagens e desvantagens.

Vou enumerar primeiramente algumas “desvantagens”:

  • Nâo tem garantias financeiras;
  • Aposentadoria: se não fizer um plano de aposentadoria privada ou se não trabalhar emitindo notas, nem pensar;
  • Tanto faz estar empregado hoje como não ter nada amanhã;
  • Tanto faz ganhar muito dinheiro hoje, quanto passar alguns meses sem ganhar;
  • Não tem férias;
  • Não tem 13º salário*;
  • Se tirar uma folga, pode ser que quando voltar tenha outro em seu lugar;
  • Os tomadores do serviço “geralmente” o vêem como um cara que está sempre disponível independente de dia e hora;
  • Não tem direitos trabalhistas;

Agora vou falar algumas “vantagens”:

  • Não tem problemas com cartão de ponto;
  • Você faz o seu horário;
  • Você faz o seu salário;
  • Pode criar um bom networking profissional e pessoal;
  • Pode esporadicamente dar uma “fugidinha” durante o horário comercial;
  • Pode trabalhar com vários “produtos” simultâneamente (enriquecendo assim o seu conhecimento);
  • Pode trabalhar a qualquer hora de qualquer lugar;
  • Nem sempre precisa estar presente no cliente, podendo fazer o trabalho remotamente;
  • Possibilidade de obter lucros bem maiores do que sendo empregado;

Você pode escolher onde quer trabalhar.

Você pode escolher onde quer trabalhar.

Já fui prestador de serviço, depois fui empregado e hoje novamente sou profissional autônomo. Posso dizer que eu sou o meu chefe. Mas honestamente, nem sempre isso é verdade. Geralmente seu cliente é o seu chefe. Aliás, não é um chefe e sim um cliente, pois ele está te pagando para que você faça o seu trabalho de forma a render bons frutos para o contratante.

Ser freelancer não é fácil. Exige paciência, requer bom conhecimento em várias áreas, requer saber trabalhar em grupo,  ter facilidade de se expressar e se comunicar, além de que requer muita disciplina para não acabar ficando obsoleto ou até mesmo preguiçoso. Sim preguiçoso, essa é a parte que você tem que ter mais cuidado quando está fazendo um freela. Nunca podemos pensar: “Ah, isso é coisa boba, eu faço rapidinho, vou deixar para depois…”, já dizia o ditado (se não me falha a memória é do Santo Expedito): “Nunca deixe para amanhã o que pode ser feito hoje”. Pois podemos ir empurrando com a barriga, mas sempre tem alguém precisando dessa “coisinha boba”.

Um outro fator importante é: “Trabalho bem feito é trabalho sempre recomendado e reconhecido”. Escutei esta frase de um cliente que era gerente de tecnologia de uma empresa para a qual presto serviços e foi assumir a gerencia de outra empresa. Alguns meses depois recebi a ligação dele me convidando para fazer negócios com a nova empresa. É importante assumir responsabilidade e compromisso com o contratante de forma a mostrar o seu profissionalismo.

Ter um bom networking e estar sempre mostrando seu trabalho para sua rede de relacionamentos pessoais e profissionais, pois sempre há uma boa indicação. Posso dizer que sou uma pessoa de sorte, pois graças a nosso bom Deus, nunca me faltou trabalho. Estou sempre sendo indicado por amigos e empresas para realização de trabalho nas áreas de servidores e desenvolvimento web. Apenas tome cuidado para não parecer que está querendo “aparecer de mais”, pois tudo em excesso pode ser prejudicial.

Bom, vou parando por aqui nas próximas semanas estarei retomando esse assunto fazendo a “Parte 2″ do artigo.